Pergunto-me como sera possivel que tao notavel iniciativa tenha ficado reduzida a uns geniais posts do patriarca convertido em aniversariante Luis, umas queixinhas minhas e pouco mais? O que e que se passa? Se o probleme e a falta de alguem deprimindo, revoltado e maldisposto com o dia a dia e com o trabalho em especial CE ESTOU EU para mudar isso!! Vamos la contribuir para que, pelo menos o meu Verao nao seja tao chato como se advinha ser. Eu sei que a maior parte de voces esta na praia, a curtir um solzinho, a beber uns copos, etc, mas ha quem tenha a infelicidade de estar parada, desmotivada, a pensar demasiado na vida (c demasiado tempo) e sem nada para fazer ( e a ser paga por isso, ih, ih!!!) – eu sei, eu sei estou-me a queicxar de bariga cheia!!
Posso sugerir uns temas, um deles sendo uma ideia que eu tive ha uns tempos (ate discuti isso c o meu pai) de a Ana (sim Ana, tenho uma ideia para ti para o bem da comunidade) escrever um livro sobre a "velha" e historica geracao do Porto. Falo dos avos, dos nossos, dos vossos, pessoas que eram tao diferentes, que viveram tempos tao diferentes mas que de uma certa maneira eram e sao tao evoluidos. Falo da Granja do Eca, do bridge, da devocao a Igreja/certas causas, da devocao e compromisso politico, das excentricidades, do Porto, da genialidade, do espririto e de uma certa "nobreza" na maniera de fazer as coisas. E que ja nao ha pessoais assim, nos ja somos demasiados moldados, aterrecados pela sociedade, ja nao nos deixaram ser o que queriamos mas o que tinhamos e deviamos ser, crescemos c menos liberdade apesar de sermos a primeira geracao da liberdade, enfim ja nao temos piada e acho que certas historias devial estar no papel discursos reais de gente real que infelizmente nao vai ficar por ca muito mais tempo. Ai esta um bom projecto Ana e tu serias a apessoa perfeita para o concretizar.
Ja que estamos numa de angustias e projectos, ha outro tema que eu gostava de abordar (este e capaz de criar menos consenso com as autoridades paternais e no meu caso, “Tiais”) e esse e o da caracteristica comum de todos nos (geracao primos) de um certo resiliencia e inconformidade com o que nos rodeia. Outro dia estive a falar com o Tiago sobre isto, olhando para a vida de nos os 11 (acho que fiz bem as contas, tirei o Chico/ Peter e Henry que tem outros problemas!!!) e nao querendo gazer disto praca publica (perdoem-me as indiscricoes) vejo-nos a todos um bocado a tua com a vida. Para comecar foram quase todos para artes, tirando eu, o Tiago e o Pedro Maria. O Tiago, deu as suas turras, passou 10 anos em Inglaterra, levantou-se, voltou a Portugal, acabou por ser tornar um homen de negocios (quem diria!!) mas sinto que ainda nao atingiu o que queria (nem sequer sabe bem o que quer mas sabe que quer qualquer coisa mais), eu nem se fala, sou a pior de todas (espero nao estar a dar um mau exemplo) mas ja mudei 500 vezes de emprego, pais e cada vez estou mais insatisfeita e perdida, o Pedrocas tb me parece que anda perdido ja ha uns tempos tal como a Ines, a propria Luisa , o Goncalo e a sua relacao controversa co o piano, etc!!!
Eu sei que isto sao fases da vida, que tudo passa, que casa um de nos vai encontrar o seu caminho mas as vezes acho que se falassemos e partilhasemos mais um bocado o que vai passsando pelas nossa cabecas podiamos talvez ajudarmo-nos uns aos outros – os insatisfeitos anonimos.
Nao pretendo estar aqui a expor ninguem, ate pelo contrario, estou saudavelmente a expor-me a mim a fim de vos mostarr que todos nos passamos por estas coisas (independentemente de idades, credos e profissoes) e que todos as vamos ultrapassar – so pode e haver maneira melhores de as ultrapassar. As vezes penso que nao estou preparada para isto que crescemos todos de uma maneira demasiada priviligeada (ate eu e o meu irmao com todas as cenas que os nossos queridos pais nos fizeram passar) e que pa, nao estamos perparadaos para o mundo ou que o mundo nao esta preparado para nos!
Bem, aqui fica a dica...talvez seja altura de eu e o meu Ruizinho voltarmos a terra mae, isto de viver no “estrangeiro” ja perdeu o seu glamour....ai esta mais um desafio e tema para discutir....”sera que esta historia de viver fora e ter outras oportunidade e tudo uma grande treta?
Bjs e abracos para todos e perdoam-me o baixo austral que ate nao esta assi tao baixo (ja esbocei uns sorrisos a escrever isto, por isso e que e bom escrever...mesmo c 500 erros e com uma Tia professora de Portugues a ler!!!)))
Posso sugerir uns temas, um deles sendo uma ideia que eu tive ha uns tempos (ate discuti isso c o meu pai) de a Ana (sim Ana, tenho uma ideia para ti para o bem da comunidade) escrever um livro sobre a "velha" e historica geracao do Porto. Falo dos avos, dos nossos, dos vossos, pessoas que eram tao diferentes, que viveram tempos tao diferentes mas que de uma certa maneira eram e sao tao evoluidos. Falo da Granja do Eca, do bridge, da devocao a Igreja/certas causas, da devocao e compromisso politico, das excentricidades, do Porto, da genialidade, do espririto e de uma certa "nobreza" na maniera de fazer as coisas. E que ja nao ha pessoais assim, nos ja somos demasiados moldados, aterrecados pela sociedade, ja nao nos deixaram ser o que queriamos mas o que tinhamos e deviamos ser, crescemos c menos liberdade apesar de sermos a primeira geracao da liberdade, enfim ja nao temos piada e acho que certas historias devial estar no papel discursos reais de gente real que infelizmente nao vai ficar por ca muito mais tempo. Ai esta um bom projecto Ana e tu serias a apessoa perfeita para o concretizar.
Ja que estamos numa de angustias e projectos, ha outro tema que eu gostava de abordar (este e capaz de criar menos consenso com as autoridades paternais e no meu caso, “Tiais”) e esse e o da caracteristica comum de todos nos (geracao primos) de um certo resiliencia e inconformidade com o que nos rodeia. Outro dia estive a falar com o Tiago sobre isto, olhando para a vida de nos os 11 (acho que fiz bem as contas, tirei o Chico/ Peter e Henry que tem outros problemas!!!) e nao querendo gazer disto praca publica (perdoem-me as indiscricoes) vejo-nos a todos um bocado a tua com a vida. Para comecar foram quase todos para artes, tirando eu, o Tiago e o Pedro Maria. O Tiago, deu as suas turras, passou 10 anos em Inglaterra, levantou-se, voltou a Portugal, acabou por ser tornar um homen de negocios (quem diria!!) mas sinto que ainda nao atingiu o que queria (nem sequer sabe bem o que quer mas sabe que quer qualquer coisa mais), eu nem se fala, sou a pior de todas (espero nao estar a dar um mau exemplo) mas ja mudei 500 vezes de emprego, pais e cada vez estou mais insatisfeita e perdida, o Pedrocas tb me parece que anda perdido ja ha uns tempos tal como a Ines, a propria Luisa , o Goncalo e a sua relacao controversa co o piano, etc!!!
Eu sei que isto sao fases da vida, que tudo passa, que casa um de nos vai encontrar o seu caminho mas as vezes acho que se falassemos e partilhasemos mais um bocado o que vai passsando pelas nossa cabecas podiamos talvez ajudarmo-nos uns aos outros – os insatisfeitos anonimos.
Nao pretendo estar aqui a expor ninguem, ate pelo contrario, estou saudavelmente a expor-me a mim a fim de vos mostarr que todos nos passamos por estas coisas (independentemente de idades, credos e profissoes) e que todos as vamos ultrapassar – so pode e haver maneira melhores de as ultrapassar. As vezes penso que nao estou preparada para isto que crescemos todos de uma maneira demasiada priviligeada (ate eu e o meu irmao com todas as cenas que os nossos queridos pais nos fizeram passar) e que pa, nao estamos perparadaos para o mundo ou que o mundo nao esta preparado para nos!
Bem, aqui fica a dica...talvez seja altura de eu e o meu Ruizinho voltarmos a terra mae, isto de viver no “estrangeiro” ja perdeu o seu glamour....ai esta mais um desafio e tema para discutir....”sera que esta historia de viver fora e ter outras oportunidade e tudo uma grande treta?
Bjs e abracos para todos e perdoam-me o baixo austral que ate nao esta assi tao baixo (ja esbocei uns sorrisos a escrever isto, por isso e que e bom escrever...mesmo c 500 erros e com uma Tia professora de Portugues a ler!!!)))
6 comentários:
Gostei imenso de ler este teu post, João. Fico a salivar, à espera da reacção da tal geração que se julga um tanto perdida. Gostei particularmente da dúvida sobre o alegado 'glamour' de ir para a estranja. De qualquer forma , acho que é melhor voltar cedo que voltar tarde e quando puder regressar as origens explico-me melhor. Até lá ( ou até já?)
Oi Joninhas...
Fixe fixe, aproveita mm a vida que tens agora pa escrever e usa a energia de Londres, a que te tira da cama às 7 pa entrares num metro nojento, pa escrever. E se te pagam e não te pedem trabalho, aproveita!!! Vamos começar a ONG!
.. um dos motivos que me fez criar o Bacalhau com vocês foi tenatr que ele pudesse ser um ponto de contacto entre o pessoal que anda à nossa volta. Nem sequer era por causa dos vários que andam lá por fora. Muitas vezes não é com esses que temos menos contactos. Por vezes é com os que estão mais perto fisicamente que temos mais dificuldade em falar. Por outro lado, o Bacalhau pode sempre ser uma boa maneira de desabafar, de deitar cá apra fora as angustias e incertezas que nos perseguem ( e não falo só das da geração mais nova ... a mais antiga tb as tem ). Por tudo isto, como diz o Tiago, aproveitar os dias em que acordamos menos bem dispostos, aqueles em que tudo nos parece mau, em que não apetece ir para um emprego que nao nos interessa , que nos frustra, que queremos abandonar, é uma boa forma de , genuinamente, deitar cá para fora o que nos consome .. e .... esperar reacções, esperar contributos e enriqueciemntos que nos ajudem a percebr-nos melhor ... Por isso, Joao, esta tua coragem para te expores, mesmo que isto seja muito privado e quase só familiar é comovente ....
Isto foi só um comentário ... Daqui a pouco vai um post mais a sério ....
PS:Quem é este Douro que saliva abundantemente encharcando o teclado ?
Luis, não acredito que desconheças o 'douro'. O 'douro' é um daqueles tipos que joga dominó nos bancos da cordoaria e que anda sempre com umas revistas manhosas no bolso esquerdo do casaco sebento. Ninguém o cumprimenta quando sai do urinol da avenida da Liberdade, a arrolhar a revisteca e a fungar. Detesta o pintão, não grama o Menezes e conta umas anedotas porcas do outro de Matosinhos. É um ateu militante e um ex-emigrante que mais parece um retornado. O 'douro' sou eu mais à frente, umas translacções adiante. Quando voltar...
eheheh ... temos mistério ... ao menos que sirva para dar vida à sobre-vida ... o fraseado é familiar ... pena o Ze Manel estar pelos Alentejos senão iria ajudar ....
Em todo o caso, mais tarde ou mais cedo, ele vai-se espalhar ... eheheh
Não será o Caiado?
Enviar um comentário