quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ola a todos!

Pois e...ca continuo. Com algumas novidades para alguns para outros nao. Neste momento tive um tempinho para escrever o que se passa por estas bandas. Os pais (michiel and be) foram ao cinema e a babysitter ficou com a crianca que neste momento esta ja na cama +/- a dormir, por vezes solta uns pequenos choros que logo passam...devem ser colicas, mas volta logo a dormir.
Novidades... pois e, esta sexta fui ver um show de comedia improvisada (em ingles claro) aqui ao lado na faculdade. Aproveitei a noite de folga, porque a famelga foi toda jantar a casa de uns amigos, e comecei por ir ao primeiro show que comecava as 8h30. Foi jantar a correr como uma boa portuguesa, e sair de casa a correr mas como a faculdade e aqui ao lado, em 2 minutos la estava eu pronta para rir a valer. (desculpem fui interrompida pelo choro, era a falta da chupeta.. outra vez a dormir) continuando.. Cheguei la e aquilo era na parte do cafe do ''crea'' (faculdade). Tava cheio de gente e de barulho, la comprei e bilhete e fiquei a espera que aquilo comecasse. Era hilariante, sempre a comunicarem com o publico e era atraves do publico que eles comecavam com as improvisacoes e os jogos. Para quem tiver interessado deixo aqui o site
www.easylaughs.nl
Acabou o primeiro show e anunciaram que ia haver outro logo a seguir, as 22h30, e so era preciso pagar mais 2euros. Resolvi ficar, e rir mais um bocado. Durante este intervalo fui beber um cerveja e fumar um cigarro, ja que la dentro era permitido fumar mas estava ao lado de uma ''senhora'' inglesa ou holandesa (nao percebi), a quem pedi o cinzeiro, que me disse ''se tiver de ser!''. muito bem, tive de deixar esse cigarro para o intervalo. Segundo show, um especactulo! Tudo improvisado na hora e eles gozavam com tudo, seja holandes, ingles, portuga,... Num dos jogos perguntaram me de onde era, eu disse timidamente ''portugal''. Aproveitaram logo esse timidamente bem demais para fazerem uma demonstracao portuga, atraves das respostas do publico demonstraram uma situacao de engate... Mas continuando.. Quando cheguei a casa fui ao site ver o que era aquilo e vi que eles aos domingos fazem workshops para quem se quiser rir por apenas 5euros. (Hoje nao fui porque quando fui ver a hora do workshop ja era um pouco tarde, vou no proximo).
Para quem nao sabe ainda, inscrevi-me em dois cursos aqui na universidade. A escolha nao era muita porque poucos sao dados em ingles. Inicialmente escolhi Swing Jazz Standards e Dasindans. O primeiro como nao havia gente deixou de existir mas o professor recomendou S(w)inging Cuba, na qual agora estou inscrita. Pelo que a Be me disse canta-se musica cubana, americana, e africana, e tambem religiosa. Portanto nao sei o que esperar sequer.. so me lembro de Buena Vista Social Club, o que nao e mau. No workshop de danca aprende-se os passos basicos da danca, o que me vai permitir em janeiro fazer outro workshop mais avancado. Estes comecam um dia 25 e outro 27 de Setembro, e depois sao durante 15 semanas, uma vez por semana cada um.
Tirando isso a minha vida tem sido habituar a rotina, desde mudar fraldas, divertir a crianca, adormece la, aprender onde sao as coisas, aprender onde e o supermercado, maquinas de roupa, isso tudo... aprender a ser dona de casa e mae!!eheh... O que vale e que a Be ainda esta comigo e o trabalho e repartido.
Ja andei as voltas a conhecer tudo com a Be e a Filipa (que adora passear porque vai a dormir tranquilamente no carrinho). Ja fomos a feira, ao trabalho da Be, tratar da minha bicicleta, etc. Bicicleta ja fomos ver mas ainda nao comprei porque a Be acha que arranjamos melhor preco, vamos tratar disso esta semana. Tambem nao e muito necessario porque a casa e perto de tudo o que me interessa, tirando o conservatorio que e um pouco mais longe, e que ainda nao fui.
Ontem sai pela primeira vez de casa sozinha, andar por minha conta. Fui a uma feira que nao me lembro do nome, mas tem tudo. Desde roupa em segunda mao, a brinquedos foleiros dos chineses, a chapeus de todos os feitios e tamanhos (havias de gostar mano!), livros, barracas estilo andancas, enfim,... tudo o que gosto. E foi ontem que fumei o meu primeiro charro por estas bandas (nao fiques preocupada mae!eheh..).
Resolvi ir a primeira coffe shop de Amsterdam, segundo dizem, e comprei um charro por 3 euros e uma cola. O ''jovem'' que la trabalha perguntou logo de onde era e meteu logo conversa. So dizia ''tudo bem?'' e ''e erva da boa nao e?'' (com sotaque).. perguntou me o nome e dizia ''Maria Bonita''. Eu, um pouco enrascada, ria-me. (eles querem e ser simpaticos para la voltarmos).
Mas bastante tranquilo e fiquei a vontade. La escrevi um texto que vou passar apenas um bocado, aqui vai..

'' Habituar a ter uma vida que nao tinha, uma vida nova. primeiros dias, desespero. Ja a por na mesa que nao e esta vida que quero. Os dias de conhecer, aprender todas as responsabilidades que me mantem ca. nao falhes, nao podes. O esforco de tentar aprender em pouco tempo e com a ausencia de tudo provocou um certo desgaste que a quem vem de ferias e despedidas e dificil controlar. Com os dias e a rotina compreendida a poeira assenta e tudo comeca a fazer mais sentido e pensar em tudo que me trouxe ca. Comeco agora a construir a minha vida social, a andar sozinha nas ruas, a comecar a viver aqui. Acho que nos cursos vou comecar a conhecer gente, tornando isto um pouco mais entusiasmente."

Tem de dar o desconto da ''moca'', a escrita nao muito boa mas acho que se percebe. Tou bem e tou a comecar a tentar tornar-me independente de tudo e a andar por mim (coisa que ja nao fazia nada mal ai em Portugal).
ah... hoje aconteceu-me uma situacao um pouco embaracosa. Vieram ca uns amigos da Be do trabalho e uma disse me ''ola'' e estendeu-me a mao. Eu apertei, e como boa portuguesa que sou e educada tambem, fui-lhe dar dois beijinhos. Atitude que a deixou com uma cara bastante estranha e a olhar para mim com um ar ''Que se passa aqui?'', mas la me deu. A Be explicou-me em frente a eles que na Holanda so das dois beijinhos quando es amiga da pessoa e a conheces bem, mas tambem lhe explicou que em portugal o normal era dar dois beijinhos a toda a gente. Eu, um pouco envergonhada, disse ''sorry'' e ela riu-se. Agora ao menos ja sei que e aperto de mao sempre que nao conheces. (ah...e eles nao dao dois beijinhos, dao tres!).

Bem, nao tenho mais nada de importante para contar portanto deixo-vos em paz e sossego que tambem ja devem tar fartos de ler, ou entao nem chegaram ao fim o que e compreensivel. As novidades, as vidas, os sentimentos estao dados, quem quiser que responda, quem nao quiser... que leia. (gosto de respostas).

Pai...como me inscrevo no bacalhauabrasquez para escrever la se me apetecer?


A pedido da Maria enquanto nao se inscreve ....

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Convites ...

... e a abertura foi feita ... Lancei o desafio ao Xico Rangel, Xico Fialho, Zé Maria, Zé Borges , Fernando Caiado e à amiga da João ... sem compromissos ....

Para além disso reenviei convites a alguns membros nossos que ainda nao se inscreveram ... e outros ainda faltam ...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Verão Quente .... e outras confusões ...


Esta posta estava para ser um comentário ao texto do El Nando mas , comecei a escrever e foi sempre a aviar ... Resolvi po-lo aqui ....


Começo por dizer que gostei imenso deste post do ElNando por terras do Norte não só pelo conteúdo mas também pela clareza com que as ideias são expressas.

È verdade que muita da história do 25 de Abril , e particularmente do famoso Verão Quente de 75, ainda está por fazer.

A intensidade com que se vivia o dia a dia, o empenhamento mostrado pelas pessoas na sua generalidade, independentemente do lado da barricada em que estavam, a generosidade com que se entregavam a uma tarefa de reconstrução que em muitos casos assumiam como sua, foi talvez o que mais me marcou nesse período. Aquele bilhetinho que falava na Batalha da Produção estava relacionado com uma coisa extraordinária que se passou naquele tempo – por iniciativa de Sindicatos, Comissões de Trabalhadores e com o incentivo do Ministério do Trabalho na altura a cargo de um Major aviador ( Costa Martins, acho ) conectado com o PComunista, o pessoal decidiu ‘doar’ um dia de trabalho ao Estado , isto é, o salário de um dia de trabalho não era recebido pelo próprio e deveria ser entregue pelos patrões ao Estado. E assim foi. Suponho que não há verdadeiras estatísticas sobre o resultado desta iniciativa mas foram umas largas centenas de milhar que o fizeram. Conseguem imaginar isso possível nos dias de hoje ..?

A imaginação estava também na rua e expressava-se, entre outras formas, nos murais políticos e nos imensos auto-colantes que foram aparecendo sobre os mais diversos temas. Há um livro fantástico do sociólogo Boaventura Sousa Santos que, sendo quase factual desse conturbado período, tem imensa informação sobre a sequência dos acontecimentos. Muito bem ilustrado, repleto de fotografias, constitui uma amostra do que se ia passando ( El Nando. Tenho esse livro lá em casa e posso emprestar-to desde que com uma volta na ponta ).

As transformações sócio-culturais foram enormes e, que eu tenha conhecimento, só o António Barreto as analisou de uma forma pedagógica nos recentes documentários que passaram na TV. Estou certo que se tivessem passado uns meses antes o cabrão do Salazar não tinha ganho aquele concursozito para o melhor português.
Esses documentários deveriam ser matéria de estudo obrigatória nos primeiros anos do ensino oficial.

A participação popular foi evidente nesse período apesar do peso enorme ( e até excessivo ) das chamadas ‘vanguardas esclarecidas’ no processo revolucionário. Esse peso excessivo provocou , na maior parte dos casos, a instrumentalização das movimentações populares permanentes aos desígnios e objectivos das referidas vanguardas.

O MFA-Movimento das Forças Rmadas, que detinha o poder nessa altura, também reflectia essa ‘divisão ‘ da sociedade civil e a propoaganda e manipulação da informação foram determinantes na evolução dos acontecimentos.

Dentro do MFA havia, fundamentalmente, 3 sectores organizados:

- Os Gonçalvistas ( Vasco Gonçalves, Rosa Coutinho, Judas, Martins Guerreiro ….), claramente ligados ao PC e seus aliados
- O Grupo dos Nove ( Melo Antunes, Vasco Lourenço, Sousa Franco, Charais ), que , sendo o grupo mais heterogéneo, acabou por concentrar toda a direita, desde o Part. Socialista até aos extremistas da direita.
- O COPCON ( Otelo e sus muchachos ), ligado aos grupos da chamada Esquerda Revolucionária ( UDP, MES, LUAR, PRP-BR )

Esta tendência golpista que se sentia dentro do MFA dava uma ideia falsa de poder a cada uma das forças políticas que estavam por detrás, isto é, o poder que cada um destes sectores efectivamente possuía para influenciar a evolução da ‘revolução’ não tinha correspondência real no ‘futuro’ voto expresso pelas massas populares em Eleições ( a desilusão dos resultados das primeiras eleições constituintes no seio da esquerda foi evidente, nomeadamente para o PC que pensava que iria ter um peso eleitoral semelhante ao que os Paridos Comunistas Italiano ou Francês chegaram a ter nos anos 60-70).

Por outro lado, a ilusão que o grupo do COPCON tinha de comandar a situação era genialmente aproveitada pelos Gonçalvistas ( e pelo PC ) para ir conquistando poder, sem se comprometer directamente com rupturas violentas. A táctica era, mandar os fedelhos dos esquerdistas à frente e depois, se desse certo, ‘comê-los de cebolada, se não desse, abandoná-los ao seu radicalismo. ( Isto foi evidente no famoso 25 de Novembro em que há um recuo evidente do PC-Gonçalvistas que deixou completamente isolado o COPCON ). A esta táctica não foi estranho também os objectivos geo-estratégicos da URSS na altura. Nenhum dos blocos em luta na Guerra Fria estava interessado num país de feição comunista na Península Ibérica. A URSS já tinha a sua vitória com a forma como a descolonização se processou garantindo a independência das ex-colónias sob o signo de partidos da sua confiança ( FRELIMO em Moçambique, MPLA em Angola, PAIGC na Guiné-Cabo Verde )

Continuo a pensar que o grande erro da chamada Esquerda Revolucionária foi pensar que podia conquistar efectivamente o poder, sem ver que quem tinha uma estrutura efectivamente organizada na rua era o PC.

Exemplo disso foi que, no dia a seguir à difusão de um famoso documento de Aliança Povo-MFA aprovado na Assembleia do MFA, e que consagrava um progressivo aumento de peso de estruturas populares organizadas ( Comissões de Trabalhadores, Comissões de Moradores … ) a estrutura do PC do Norte organizou-se e movimentou-se junto das populações e, de um momento para o outro, surgiram 200 Comissões de Moradores na área de Gondomar, que dominaram completamente a estrutura mais global que representação popular do Grande Porto.

Ingénuo o macaco a pensar que podia comer o elefante so por estar sentado em cima dele …..

Por outro lado, ao fazer isto, a Esquerda Revolucionária afastou-se do Grupo dos Nove e não foi capaz de perceber que, ao faze-lo, facilitava a instrumentalização desse grupo por toda a direita unida. Dentro deste grupo havia muitas facções, a mais interessante e importante das quais era a liderada por Melo Antunes, inquestionavelmente um homem de esquerda com muitas ligações à Maria de Lurdes Pintassilgo e que defendia uma via Terceiro-mundista aproveitando as ligações de Portugal a África. Lamentavelmente a esquerda , muito por culpa do PC, não o soube aproveitar.

Enfim … muito havia para dizer sobre este assunto e haverá concerteza opiniões diversas das minhas. Achei interessante po-las aqui para que o pessoal mais novo se vá apercebendo de algumas histórias loucas desse tempo.

È verdade o que o Nando diz sobre o comprometimento da actual geração no poder com estes acontecimentos.

Na altura eu era militante activo do MES. Era a carne para canhão de outros objectivos e, como qq puto de 18 anos, atirei-me a essa tarefa cheio de idealismo e generosidade. Confesso que adorei aquela época. Não a trocava por nada .. Nunca fiz tantas directas seguidas e nunca a adrenalina subiu tão alto …

O MES era conhecido por ser o Partido dos Intelectuais. Faziam umas análises, escreviam uns comunicados muito bem redigidos .. eram inofensivos. Infelizmente o MES começou a tentar ser igual aos outros e aí .. ficou demasiado parecido com a UDP e deixou de fazer sentido. Ferro Rodrigues, Alberto Martins, Augusto Mateus, António Barreto ( numa fase inicial ), Celso Cruzeiro, até Jorge Sampaio e Joao Cravinho ( esteve só no movimento de criação e saiu na primeira cisão ), Teotónio Pereira , todos actualmente figuras importantes do PS, por lá passaram …..

O Bacalhau está a ressurgir aos poucos … Como ninguém se pronunciou vou mesmo alarga-lo a outro pessoal.

Para já vai seguir convite para o Xico Rangel e para o Chico Fialho …( Quem sabe não terão uma visão bem diferente do Verão Quente ) e também para a amiga da João que já mandou uma posta interessante num comentário

sábado, 8 de setembro de 2007

Coisas do passado do presente e do futuro



Estava eu em mais uma tarde de pesquisa dentro do meu novo projecto (um estudo critico e factual sobre os i
mpérios ibéricos), e encontrei-me perdido nos arquivos digitalizados da biblioteca Nacional. Já me espantara no passado recente com o excelente trabalho e sentido pragmático dos pessoal dos arquivos da torre do tombe, que em muito me tem ajudado a conduzir a pesquisa. Afinal de contas nem todos os serviços públicos se ficam pela mediocridade.

A biblioteca Nacional tem uma secção dedicada ao 25 de Abril, com artigos de jornais, panfletos, comunicados, etc...no entanto o que mais me agradou foi a secção de autocolantes distribuídos em tal conturbado e agitado período da nossa historia. No meio dos autocolantes encontrei estes bilhetes do eléctrico de Lisboa em 1975, por mérito próprio, uma relíquia histórica.

Dei comigo a pensar sobre o caminho que um pais percorre de um bilhete destes a um passe andante moderno.

Pode parecer algo trivial, no entanto sempre me pareceu que uma terra se define pelos pequenos detalhes, principalmente aqueles pormenores que só o mais atento se apercebe, tão inspiradores como inconvenientes.

Os bilhetes de 75 são um reflexo de um Portugal confuso sem duvida, mas também ambicioso, corajoso e mais importante optimista em relação ao seu presente e futuro, sem nunca querer esquecer o passado.




Os modernos passes andante do metro do Porto são o reflexo do Portugal moderno, confuso sem duvida, mas também sem opinião, deprimido, apático e exteril como os bilhetes.

George Orwell escreveu: “Quem controla o presente, controla o passado. Quem controla o passado controla o futuro.”

A revolução de Abril não foi mais que um golpe de estado militar, com os seus inevitáveis defeitos e virtudes. Falhou em muitos pontos, de tal forma que deixou de ter relevância na quotidiano “moderno”. Olhando para os bilhetes também e difícil não lembrar que embora limitada, também foi uma mutação que transformou radicalmente as relações sociais, económicas, religiosas e politicas. Foi uma mutação que pôs fim a 13 anos de guerra colonial e a 5 séculos de domínio, por vezes barbárico, imperial sobre uma série de civilizações coloniais.

O raciocínio lógico e matreiro, já que nos poderá levar a pensar que uma geração que passou pelo estado novo; pela transformação da nação (de império a pequeno estado); pelo regresso de milhões de retornados; com um banco de Portugal falido; fosse uma geração naturalmente optimista, corajosa e ambiciosa. Curiosamente a condição mudou quando os novos lideres dessa mesma geração chegaram ao poder.

Parece-me a mim que essa geração cometeu um erro fulcral. Esqueceu-se do passado. Tenha sido por euforia, negligencia ou ate mesmo necessidade, não deixa de ser um erro.

Sempre me fez muita confusão o desaparecimento dos murais de Lisboa, a transformação da sede da PIDE em apartamentos de luxo, a falta de símbolos históricos de um período que define a nossa condição actual como nenhum outro.

Muito pelo contrario, hoje em dia vota-se num Salazar para o maior Português de sempre, hoje em dia renasce a nova frente nacional (PNR) que com certa habilidade ultrapassou os obstáculos legais dum estado profundamente em ruínas.

Aqueles que controlam o presente, passaram a controlar o passado. Destruíram-no, e com ele destruíram o optimismo, a ambição e a coragem. O futuro e algo deprimente sem duvida.

Talvez seja altura de olhar para trás com novos olhos. não de uma forma dogmaticamente nostálgica como a da esquerda tradicional, nem da forma cínica da nova direita. Afinal de contas a única utilidade da historia e mesmo para que nos momentos mais difíceis se olhe para trás e se encontre alguma inspiração, alguma lição, algum exemplo, alguma alternativa, ou ate mesmo alguma solução.

Se calhar esta na hora de escrever mensagens por detrás dos passes andantes, qualquer coisa como: “Vai correr tudo bem se fizermos por isso.”