quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Crónica de uma viagem aciganada - Cap. I

CAPITULO I – Dos céus da Ibéria até à Europa Flamenga


Passada uma semana ainda se notam em Bruxales os efeitos de um fim de semana marcado por acontecimentos agitados para os lados da Estação do Midi.

Isso mesmo é comprovado pela extracto da notícia que se pode ler no jornal de bairro ( pelo francês macarrónico supomos tratar-se de um periódico das comunidades portuguesas ) que, no seu editorial de ontem, destacava :

« … les reflexes de cette invasion dans le quotidien calme de notre quartier ont eu leur climax quand les portes et les fenêtres des restaurants se sont fermées précocement et les habitants tremblaientt en écoutant les cris qui entendaientt au fond :

« We want rice … nous voulons du riz … »

La turbe, arrivée de différents quartiers de Brussels, s'est concentrée à la porte du Centre Galego et son lider (arrivée du Paquistao la semaine dernière) a parlé aux manifestants ….

Quelques moments plus tard, la turbe hululant augmentait le niveau politique de sa contestation en criant :

We want pitas …. Bamos comer pitas …

Avec une capacité organisatrice que l' on voit rarement à Brussels, des CPMPAR – Comité pour Manger Pitas Avec Riz - s'organisent par tout. Une structure de coordination, de niveau supérieur, s'établit pour commander les négociations – CCPPPPR – Comission de Coordination des Pitas Pour Portugais Plus Riz ….».

E o jornal continuava a sua descrição dos acontecimentos. Quis a sorte que nós próprios estivéssemos envolvidos no cerne das ocorrências podendo assim fornecer uma versão imparcial e nacional do que se passou. Tentaremos fazê-lo por capítulos de forma a não massacrar os eventuais leitores.

Tudo terá começado umas semanas antes quando vários portugueses, espalhados pelos 4 cantos da Europa, receberam convites para o casamento do Fernando e da Pascale . Imediatamente uma máquina infernal começou a planear a operação. Coordenados pelo Centro de Informação e Documentação do Zé Manel, a troca de mails foi intensa e apaixonada. Organizaram-se grupos, alugaram-se carros, bloquearam-se os penetras, planeou-se a indispensável dieta nos dias anteriores, programou-se o encaixe e a eventual troca de casais em casas de Bruxelas.

Foi atribuído um nome de código para a operação – Todos a Brochelas – fundamental para elevar o moral das tropas e manter um nível de concentração imprescindível para um correcto desenrolar das actividades.

Sexta-feira, dia 16, eles começaram a partir.

- de Miramar/Aldoar ( grupo em que me infiltrei) , e via Valladolid, um grupo de 6 Vasquez ( Zé Manel, Margarida, Ana, Teresa, Luis, Maria ), alugou uma carrinha com condutor que, por ser o João Batata, ficou de graça. A saída deu-se por volta da 1h da manhã de 6ª feira, o Joao ao volante coadjuvado pela Margarida que, soltando gemidos intermédios entre o prazer e a dor, ia aconchegando uma Sansonite entre as pernas, enquanto transmitia orientações ao seu piloto. Os 'Aiii João .. por aí não !!" sugerem interpretações diferentes, as mais libidinosas das quais aponta para uma absurda fixação e interacção entre a já referida Sansonite e um amor incompreendido da sua adolescência.
A chegada a Bruxelas deu-se por volta das 13,30h da tarde, frescos como alfaces de Bruxelas e prontos para tudo. A excitação era enorme face à perspectiva de, pela primeira vez, sentirem o gozo de andarem na famosa Nabette. Em frente do tapete rolante esperavam ansiosamente a chegada das malas. A Margarida, particularmente, não tirava os olhos da portinha de entrada das malas ansiosa por, de novo, poder carregar a Sansonite que tão ternamente se lhe alojou entre as pernas durante toda a viagem. O João, nariz no ar, estava atento às movimentações das meninas, sempre pronto a ajudar qualquer dificuldade linguística. A adrenalina no pico esvaiu-se em quase nada quando, ao passarem a porta do aeroporto, viram ao fundo a empolgante traseira da poderosa Nabette a roncar em direcção ao centro da cidade … Tão perto do paraíso e, praticamente, a morte na praia … Acabaram por chegar à Gare do Midi por volta das 15h onde os aguardavam o Tiago e a Benedita.

- do Campo Alegre, a família Cruz andava empolgada com a perspectiva de, via Frankfurt, e recorrendo ao aluguer de um carro sem o Joao incluído mas substituído por uma poderosa e sensual GPS, efectuar a viagem em calma e segurança. Sentando-se ao volante do carro alugado, o correcto Cruz estremeceu e sentiu um arrepio na espinha quando ouviu uma voz sensual feminina desejar-lhe uma boa viagem …. Virou-se para a Teresa e resmungou …

.." Que merda é esta .. uma gaja a dar-me ordens .. Vamos ter bRIGA .."

Ao ouvir isto a sensual GPS começa a debitar ordens como se fosse a minha filha Maria no banco de trás do meu carro … Vira para ali … agora para acolá … Acossado por todos os lados ( a Luisa atrás dizia …"Oh Pai .. faz o que ela diz …" ) Pedro hesita , balbucia, e finalmente, derrotado .. segue as instruções … Três horas mais tarde vê uma placa que assinala a chegada a … Riga … Polónia .. um pouco mais a Leste … um pouco mais a Norte … 8 horas depois chegou finalmente a Bruxelas … cansado .. mas … de consciência tranquila e sapiente de que quem mandava naquele carro alugado sem Joao mas com uma sensual GPS a debitar orientações ….. era ELE …

- Outro grupo animado parte também do Porto, em avião directo para Bruxelas .. outro nível e a certeza que nenhuma mala iria ficar em Valladolid, esquecida a um canto da sala de embarque … Um grupo homogéneo … Logo a caminho do aeroporto o Diniz queria parar no Museu Soares dos Reis para adaptar a mente ao banho de cultura que Bruxelas lhes iria proporcionar … A muito custo o António Maria lá o convenceu que poderiam ir ao Soares dos Reis quando regressassem de Bruxelas … A Carminho, ao lado, pontapeava quase violentamente o A .Maria insistindo para que fossem ao Museu, porque ela tinha umas comprinhas de ultima hora a fazer numa sex-shop que tinha acabado de abrir e oferecia promoções de mãozinhas de tipo G por um preço irrecusável …. Ouvindo isto, o Zé Luis ofereceu-se para fazer companhia à Carminho e pelo caminho ainda bebia 2 ou 3 bejocas, porque o bacalhau do almoço estava muito salgado …. A viagem de avião decorreu normalmente, não fosse, à chegada, uma Sansonite do tipo da que a Margarida afagou suavemente entre as coxas durante 458 km, não tivesse, sem explicação possível ter seguido caminho para Riga, onde ainda se cruzou com a família Cruz que viajava em sentido inverso.
A Tucha ficou a saber porque motivo uma Sansonite, por maior que seja, fica melhor e mais segura entre as coxas de uma mulher precavida do que no escuro de um porão de um avião, mesmo que da TAP. Ao fim de 3 horas de nos esfregarmos no chão do palco do casamento do Fernando .. ninguém notou a diferença …..

- Do Paquistão, onde foi inaugurar uma fábrica de pastilhas elásticas, chegou o Tiago … Provocador como sempre e sedento de ver pele de mulher à vista desarmada e sem ter de recorrer a artefactos de complexa tecnicidade. Farto de burgas e véus e coisas do género, não olhava a idades para alcançar os fins a que se propunha. Pelas suas mãos iriam passar, deslizar … e até voar algumas das maduras mais maduras mas mesmo maduras da festa do casamento de Sábado… lá chegaremos ….

- A meio da tarde de sexta chegou o Ruizinho de Londres, sempre atento e cauteloso em relação aos ambientes que a sua amada João, deve frequentar.. vindo à frente para preparar o caminho. A Joao chegaria só de noite.

- Também a meio da tarde chegou o Guilherme Cremalheira e a Teresa Mano carregados de plantas de casas de arquitectos já mortos e enterrados que queriam visitar.

- Desde o dia anterior já estavam instalados em Bruxelas o Fernandinho e Naomie encarregados de preparar o Apartamento do Fernando para receber os jovens e alguns até imberbes. Para tal já estavam aprovisionados 44 CD's de filmes pornográficos, de estilos diferenciados, 894 Pizzas light, 30 grades de cerveja convenientemente disfarçadas para não serem reconhecidas pelo olfacto ultra-sensivel do Zé Luís, 8 bonecas insufláveis e 9 bonecos do mesmo género, um deles assumidamente gay, 4 Kg de erva da melhor qualidade e 56 pacotes de mortalhas não poluentes. Para uma emergência, e não fosse o diabo tecê-las, 80kg de Arroz Agulha Carolino …

- Também desde o dia anterior estava em Bruxelas, luxuosamente instalado num hotel do Sablon, o Zé Manel Pestana e Kika Fadista .. Depois de partir as camas de 4 camas por insistir em testar a sua resistência atirando-se para cima delas, finalmente arranjou um quarto em que a cama tremelicou mas …. resistiu

A chegada a Casa da Pascale do grupo de Miramar-Aldoar decorreu no melhor estilo. O pequeno lanço de escadas que se esconde por detrás da porta de entrada foi transposto como se um pequenino degrau se tratasse, isto tudo apesar do peso das malas, nomeadamente a do Joao, carregada de roupa interior de homem e de mulher até de alguma lingerie uni-sexo. O chamariz do almoço frugal que nos estava prometido também foi um incentivo que nos deu alguma energia suplementar. A fome apertava mas era essencial seguir o plano que previa uma visita corrida e guiada às instalações seguida da distribuição dos casais pelos quartos.

Pela primeira vez, e com um sorriso de orelha a orelha, subi e desci os 433 degraus que separavam o andar térreo do quarto onde iria pernoitar ( Soube mais tarde que não me calhou o sótão ( mais 20 degraus ) porque não estava em condições de receber visitas ). Sem malas e deslumbrados pela beleza dos tectos e pela vontade de rapidamente chegar ao frugal almoço que nos esperava, aqueles 433 degraus foram penteados num abrir e fechar de olho. De regresso ao piso térreo a confusão era enorme. Malas por todo o lado .. até uma que não nos pertencia e que alguém mal intencionado disse ser da Tucha, por lá andava. Decisão imediata – colocar as malas nos respectivos quartos …. Mais 433 degraus ( Acum= 866 ) a subir e a descer, desta vez com as malinhas às costas … Nada que assustasse um tuga que sabe que a cenourinha no fundo do fio estaria disponível no momento em que o seu pezinho pousasse de novo na segurança no piso térreo, mesmo que a diferença de pressão das subidas-descidas constantes começassem a fazer estragos nos seus ouvidos sensíveis …
Finalmente tudo no seu lugar … TUDO ? … NÃO … Faltava arranjar sitio para o Joao Batata .. e os quartos estavam todos ocupados. Pelo canto do olho reparei num sorriso dissimulado na cara da Teresa Mano no momento em que disseram que os quartos estavam todos ocupados e, pior do que isso, no olhar cúmplice que ela trocou com o Guilherme cremalheira. Imediatamente esta ficou à vista de todos e o dito lançou …"pode ficar na cave .. connosco .. há muito espaço …." … e acrescentou rilhando os dentes …".. e só há uma cama … disfarçando imediatamente com…".. mas só há uma cama …."

Cansado da viagem e habituado a 6 horas de gemidos da Margarida com a Saonsonite entre as pernas, João , olhando sucessivamente para o Guilherme, para a Sansonite, para a Teresa Mano e repetindo esta operação 4 vezes pegou na mala e desceu para a cave. Adormeceu profundamente na salinha por baixo da sala ….. menos um para o almocinho frugal ….

Foi nessa altura que olhei para o meu irmão Fernando e reparei num ar de certa forma comprometido … Falava em surdina com o Zé Manel e pareceu-me ouvir este dizer … " Não tem mal .. eu trouxe umas sandezinhas de lombo de porco de segunda e tenho também rosbife de Domingo .. não tenho é mais pão ….".

Este primeiro erro de logística apesar de ter constituído uma machadada dolorosa no nosso moral esteve longe de o aniquilar, até porque as baguettes que imediatamente surgiram a nossa frente foram regeneradoras da nossa força interior, principalmente para a Margarida que, com uma baguette na mão , olhava de soslaio e, pareceu-me, até alguma desconfiança, para a Sonsonite , e .. pedia mais manteiga …

A Pascale e o Fernando faziam tudo para atender aos nossos pedidos e explicavam-nos os planos que havia para a noite … Jantar no Centro Galego …. Prometia …

Acabamos o lanche e o Zé Manel disse logo que queria dar uma volta … e lá fomos todos menos o Joao que continuava dormitando e gemendo na cave da casa ….

Próximo Capitulo – No Centro galego

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Para o casamento da Pascale e do Fernando (pelo Chico Fialho)

Merci, Pascale!
Merci Fernando!
Quelle fête formidable! Bravo!

Je vais pas faire un discours mais j'ai quelques mots à vous dire.

Pour nos amis belges, nous sommes des gens du sud.
Mais pour nous, des soi-disant gens du sud, nous venons du nord, ou, si vous voulez, du nord du sud, dont la capitale est la ville de PORTO.

Ceci pour vous expliquer que cette bande de mangeurs de tripes, à laquelle j'ai la fierté d'appartenir, est montée à Bruxelles pour vous dire, Pascale et Fernando, qu'on vous aime et que l'on est particulièrement heureux de partager aujourd'hui et ici votre bonheur.

Les gens de Porto, comme moi et comme Fernando, sont des braves gens, des honnêtes gens, mais nous avons le défaut de parler franchement, directement, quelques fois même brutalement, avec un brin d'ironie et quelques poussières de provocation.

Soyez donc tolérants, je vous en prie, si par hasard je dérape ici ou là, mais, voyez-vous, nous aimons tous vivre dangereusement.

Pourtant, je suis convaincu que vous et nous avons pas mal de traits communs comme le prouve le fait que nous avons été capables, chacun de son côté et au moment approprié, de bien bouter les fesses du Duque d'Albe en dehors de nos terres et ainsi récupérer notre identité.

Je dois vous avouer ceci:
Depuis que j'ai su de votre décision de vous vous présenter devant le maire d'Ixelles, il y a eu une question qui me trottait dans la tête pendant des semaines.

Je crois avoir finalement trouvé la bonne réponse à cette question, mais pour y arriver j'ai du éliminer d'autres scénarios.

La question était la suivante: Pourquoi?
Fallait-il, vraiment?

Une explication plausible serait celle-ci: Pascale aurait conclu, à la lumière des sondages français, qu'elle aurait prochainement besoin d'une épaule solide pour pleurer amèrement la plus que probable défaite de Ségolène Royal.

Une autre hypothèse découlait des récents travaux législatifs du Parlement fédéral belge, qui vient de voter cette semaine des modifications radicales du régime de mariage de façon à éliminer la notion de faute en cas de divorce. Dorénavant, donc, quand Pascale et Fernando iront au cinéma et se rendront compte que la salle affiche complet, qu'il n'y a plus de place, ils pourront toujours se dire, comme le Philippe Geluck portugais:
"Zut, c'est pas grave! Tiens, allons divorcer à côté."

Or, c'est en lisant plus attentivement votre aimable invitation que je me suis rendu compte que j'avais tout faux. Pascale et Fernando nous ont invité à les rejoindre dans ce club de tennis parce que ce n'était plus un set que l'on pourrait perdre ou gagner, c'était le match point de leur vies qu'ils allaient emporter. C'est le grand schlem qu'ils visent.

Je me souviens de Fernando, assis à la table de sa chambre d'étudiant à Lisbonne, écrivant à son père une lettre enflammée et émouvante dans laquelle il lui demandait de ne pas se faire des soucis à cause de l'examen qu'il venait d'échouer, de rater.

Il m'a lu l'extrait de cette lettre où il disait comme un général: " j'ai perdu une bataille mais je vais gagner la guerre!"

Il n'avait pas tort: sa brillante carrière à la Commission et son immense prestige auprès de ses pairs sont là pour le confirmer.

Quand il m'a parlé de votre mariage, Pascale, j'ai reconnu les mêmes yeux pétillants et la même ferme émotion du jeune étudiant de Droit.

Ainsi donc, il n'y a plus de mystère: Pascale et Fernando ont tout simplement découvert qu'il arrive un moment ou l'or appelle de l'or et où l'on sait qu'il faut remplacer nos illusions par de l'éspoir, ce qui est non seulement beau mais aussi sage, et en parlant de sagesse, disons-le en passant, c'est aussi une bonne surprise en ce qui concerne Fernando.

Ceci étant, Pascale, si demain il y ait encore des gens qui auraient le culot de te reposer la même question, "pourquoi?", tu pourras toujours leur répondre comme Montaigne:

"Parce que c'était lui ; parce que c'était moi"


Je vous souhaite tous les bonheurs du monde.

À votre bonheur, à votre amour et à notre amitié!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

O último mail da Tita

Espero que consiga escrever um mail em condições desta vez!
Se ninguém me mandar embora acho que vou conseguir contar pelo menos uma parte das minhas aventuras nesta terra!
Para começar e para vos tranquilizar! sim... a primeira semana CUSTA, a mim principalmente por que o meu inglês é muito escasso … e estou permanentemente em pânico por causa dos trabalhos e das sessões de reflexão que vou ter aqui, mas estamos constantemente a receber feedbacks positivos (nem que sejam as paisagens ou os sorrisos dos holandeses) que nos dão forças e aquecem bastante.
No fundo, não vou ter grandes disciplinas, mas sim palestras e mini cursos sobre todos os temas.
Coisas espectaculares, do tipo:
filosofia para crianças, matemática interactiva, resolving problems, drama, úsica ... etc.. (agr não tenho aqui a minha capa onde diz td...lol)

Desde que chegaram as turcas ando a sentir-me mt melhor com o meu inglês.
Elas são um desastre. sabem o vocabulário, a gramática, percebem td mas ninguém percebe o que elas dizem. De qualquer maneira tomei uma decisão, vou falar ate me cansar, alguém me há-de perceber nem que sejam as turcas que estão habituadas a ouvirem-se umas as outras. (lol)
Todo os estudantes são espectaculares (tirando uma Irlandesa que é uma anormal..lol). Toda a gente mete conversa, toda a gente te quer conhecer, o difícil é fazeres-te conhecer quando ninguém percebe o q tu dizes! (lol)
Mas isto está a evoluir, lentamente e também não posso ser muito exigente já que arranjei umas companheiras de erasmus um bocado merdosas que preferem passear no supermercado do que na cidade, tou a exagerar, têm-me ajudado muito com o meu inglês, mas e verdade que se Isolam-se muito e ponhem defeitos em tudo...lol (mas, sem dúvida, o pior defeito é serem contra as drogas... hj foi a primeira vez que consegui ir a uma cofeeshop...foi caricato porque não sabia pedir em inglês e, principalmente, nunca o tinha feito. (lol).
Alguém me diga a melhor forma de o fazer. por favor. Não quero passar, outra vez, pela mesma vergonha!!!
Esqueçam qualquer tentativa de tentar imaginar o tamanho, organização e funcionamento da minha faculdade.
Nem é só o tamanho, é a quantidade de escadas rolantes, de computadores, de salas de estudo, de máquinas de comida que estão espalhadas por todo o lado.
Não existe dinheiro, só tens um cartão de estudante que funciona como cartão de credito, com ele pagas a comida, as fotocópias, as impressões e td o que quiseres comprar na faculdade.
Não sei se sabem, mas vou ter um dia de estágio por semana numa escola, claroque tinha de calhar numa escola longe de casa e sem ninguém conhecido ou pelo menos uma companhia para o caminho para ir treinando o meu Inglês.
Elas ficaram as duas juntas numa escola espectacular.
Mas, vendo pelo lado positivo, fiquei na mesma escola que os Espanhóis e uma inglesa mesmo simpática, por isso vou acabar por os conhecer melhor e libertar-me um pouco das portuguesas.
Os Espanhóis parecem-me ser os mais fixes, pelo menos os mais parecidos comigo, muito descontraídos, divertidos e sempre com boas intervenções quando falam.Uma das coisas de que me dei conta esta semana é que nunca se é suficientemente positivo... lol.. quando se está fora de casa, num país diferente, onde na rua, ao contrário do que as pessoas pensam por vezes, é difícil que as pessoas te entendam, sem os pais por perto, sem os amigos e sem a sopinha quentinha quando se chega a casa e, para piorar, quando no máximo dos máximos, consegues trocar 3 frases com a pessoa que está sentada ao teu lado
Vai crescendo um espírito um bocado negativo, mas, ao mesmo tempo, uma forca que te faz combater, sempre, qualquer pensamento desagradável que tenhas.
Tens de te defender e a melhor maneira é começares pela mente que talvez seja o que consegues controlar com mais facilidade.A sensação de que vais falhar ou de que poderás falhar e de que, se falhares, não tens ninguém para te amparar, é estranha.
Mas com algum esforço mental vais conseguindo atrair muitas energias positivas.
Hoje, por exemplo, passei por uma aventura que não recomendo a ninguém.Decidimos ir alugar as bicicletas, por mais dinheiro que gastássemos ia sempre compensar pq é impossível entrares no espírito dutch se não tiveres uma. Depois de muito ver, de muito escolher... quer dizer.. eu não tive de ver muito, pq em todas as lojas que fui só havia uma bicicleta para o meu tamanho. Uma espectacular, de montanha, cheia de mudanças, td quitada, achava eu que era mesmo boa para os longos quilómetros que ia ter de percorrer.
Depois de atingir 1/7 do caminho cheguei à conclusão que, se calhar não tinha sido a melhor escolha, já que elas pedalavam metade do que eu pedalava. A meio do caminho nem queira acreditar, até nas descidas perdia velocidade, até nas descidas tinha de dar aos pedais.
Comecei a desesperar, só tinha andado 45 m de bicicleta e já não sentia os músculos. muito menos pulmões .., por isso não tive grandes problemas com a asma.
Quando achei que já não podia piorar mais, chega a parte das subidas (quem e que disse que na Holanda não há subidas, que é tudo recto?, desenganem-se).
Tentei ganhar algum lanço pedalando com todas as minhas forcas na descida que havia antes da primeira subida e lá consegui chegar com igual esforço até 1/3 da subida. A partir daí, por mais que pedalasse, não saia do sitio, toda a gente me ultrapassava sem pedalar metade do que eu pedalava.
Desisti.
Saltei da bicicleta e fiz o resto da subida a pé. Quando pus os pés no chão não sentiaas pernas, mas sempre conseguia andar mais rápido e principalmente sem fazermetade do esforço que fazia se estivesse em cima da bicicleta.
Como devem imaginar foi bastante tormentoso, não só fisicamente mas psicologicamente já que toda a gente, á minha volta, pedalava sem sacrifício e com excelentes resultados.
Conclusao: a minha bicicleta é muito pesada, se não a conseguir trocar vou sofrer muito durante os próximos 3 meses já que vou ter de fazer metade do caminho a pé e outra metade em cima da bicicleta. (não sei bem o que é pior).Para a semana não posso escrever e provavelmente nem venho à net.
Vou fazer uma viagem por estas bandas para conhecer melhor este pais.
As pessoas de cá são do mais simpático que é possível.
As da minha “aldeia” dizem bom dia da janela, parece que estamos em Porto Covo primas!!!, que saudades quando tu passas e toda a gente na rua te sorri mesmo quando te têm que explicar as coisas 50 vezes. É um espírito completamente diferente, mas isso fica para contar noutro mail porque este já esta um bocado extenso e, para variar, já me estão a mandar embora.Bjs grandes!!!!P.S Papoilas… tenho tido muitos momentos nostálgicos à vossa conta, aquelescds que me gravaram têm-me feito pensar muito em vocês e em toda a gente antes de adormecer. Obrigado !! Vou tentar papoilar ao máximo aqui!P.S Luísa, por favor não te esqueças do meu presente, imprime-o.Faz mesmo falta!P.S o mail pode estar cheio de erros já que não o vou poder voltar a ler antes de mandar e pouco pude olhar para o ecrã qd o estava a escrever. Não tenho tempo.
Pai, se o mandares a alguém, pelo menos corrige os erros e põe os acentos e os caracteres que não tenho nos teclados ingleses.

Paquistão 1

Olá a todos.

De volta às viagens intercontinentais, aqui estou eu de novo a escrever o que possa e consiga entre as passagens pelos sítios diferentes…

A viagem hoje começou em Londres, ou mais propriamente em Brentford. Não sem sobressaltos já que a primeira tentativa de sair de casa foi frustrada pq o telemóvel resolveu ir parar debaixo do cobertor e então fugiu à olhada de lince pré saída. Resultado… Foi descoberto a tempo e tive de ir a correr buscá-lo e voltar à ida.

Um aparte localizante. Há que lembrar que saindo destas partes Londrinas e comparando as pessoas, um gajo nem sente bem as viagens, de onde sai/está ou vai. A bem dizer deve haver mais Paquistaneses por Km2 ali do que aqui em Abu Dhabi onde comecei a escrever. E as outras coisas todas mundiais que por ali passam.

Mas enfim, o que é certo é que as pessoas aqui em Inglaterra acabam por ser um pouco menos da terra deles, para se tornarem um misto da terra deles e da terra dos Ingleses, embora haja culturas que estão tão longe (como as Asiáticas das Índias) que mesmo avançando para um intermédio entre elas, tipo agora ele fica 50% Inglês ou 50% Paquistanês, pareça que elas estão ainda tão longe da cultura que os acolhe, neste caso a Euro-Inglesa. Aqui um realce para a religião, a coisa que mais nos separa neste mundo inter-cultural, porque realmente os Paquistaneses têm muito mais dificuldades em entrar no Mundo Ocidental porque são Muçulmanos antigos, não bebem e obrigam as mulheres a cobrirem-se, etc etc, enquanto que os Indianos bebem, e deixam as mulheres andarem de cabeça descoberta (se bem que o resto é pa cobrir)…

Começando a viagem.
As águas começam-se a separar no Terminal do aeroporto. No metro temos a mistura habitual mas sem distinções, Polacos, Somalis (as duas raças em maior crescendo nos 2 últimos anos em Inglaterra), Amarelo, Tuga, etc etc. O meu destino é o Paquistão mas pa chegar lá preciso de ir aos Emirados Árabes Unidos conhecido não só pela Selecção que uns anos atrás foi ao Mundial de Futebol, mas também pelo Dubai, terra turística internacional. O Terminal 3 de Heathrow do qual nunca tinha saído, é o terminal para os Asiáticos e por arrasto os Australianos, etc. Só a Virgin Europeia é que viaja de lá. Portanto, quanto mais me enfiava pelo terminal mais as caras Asiáticas apareciam, mais empregados falavam Árabe e demais línguas, etc etc. E cada vez mais se vem mulheres tapadonas e não são as que vem mal, mas as que cobrem o corpo com tecidos enormes para ver se não despertam a vontade ao Menaço de ver ou de tocar, isto já dizia o profeta Maomé há 1400 anos atrás. Coitadas das pessoas que se regem por princípios de há 1400 anos atrás (não esquecer que o Corão foi escrito 600 anos depois da Bíblia, isto é e já agora… ainda bem que já não nos regemos pela Bíblia duo-milenar). Esses princípios antigos sentem-se e dividem as águas quando entramos em sítios bem religiosos, especialmente os sitios Judaico-Cristãos-Muçulmanos monoteístas, tudo nascido lá prós lados de Jerusalém.

O check in para o voo foi feito já numa velocidade pouco Londrina, com os números de famílias grandes com sacos o dobro do tamanho deles a tomarem conta dos balcões e a fazerem perguntas e a tentarem sacar uns kilitos de graça das atenciosas senhoras (destapadas), que trabalhavam nos balcões. Tudo feito, e já a roçar o limite da entrada no voo (já não tenho idade pa estes stresses, mas olha, precisava daquela horinha de sono depois do Elifoot da noite passada). Indicaram-me um sitio diferente po porta-fatos (podia ficar preso algures na viagem de tapete rolante entre o balcão e o porão do avião). Então disseram-me pa mete-lo numa espécie de gaoiola semi abandonada perto do balcão, e prometeram que metiam aquilo no avião e, espero eu estar errado, não tenho a absoluta certeza de que vou vê-lo juntamente com a minha mala lá no aeroporto de Lahore (Paquistão), onde espero aterrar, dado que, devido a constantes e persistentes nevoeiros, muitos voos tem sido desviados para outras partes do Paquistão. Seria engraçado ver o voo desviado para Kabul no vizinho Afeganistão mas duvido que haja assim tanto nevoeiro no Paquistão todo.

Chegamos à porta de entrada pó avião e as águas continuavam-se a separar. Confesso que tenho dificuldade em diferenciar as pessoas que aqui estão entre os Árabes e os outros mais Indianos. Mas como é óbvio, há sempre maneiras! Estes rapazes gostam tanto das mulheres deles que as obrigam a vestir da maneira deles (porque os Homens tirando excepções vestem roupa que se poderia vestir em qq cidade Europeia, embora alguma dela tenha design antigo). Portanto vem-se as Indianas com as suas vestes Indianas, as Paquistaneses parecidas mas cobertas e menos coloridas, e depois hão de estar as Árabes ainda menos coloridas mas cobertinhas. Porque eles, como já disse salvo rara excepção preferem se vestir como os outros, quiçá para não levarem com olhares estranhos ou confusos de outras pessoas, como elas que andam na rua num Carnaval de cores ou tapadices. Pera lá, então o objectivo não era cobri-las para elas não se mostrarem e chamarem a atenção dos homens predadores e com cenas subidoras produtores de testosterona e passíveis de excitação precoce?? Então?? Bem, lá atenção há muita e de facto só se vê o que se pode imaginar, e se elas levam com olhares azar o delas, não é verdade, quem lhes mandou sair mulher! Isto mostra bastante bem o sentimento de inferioridade e de fraqueza do homem, que não admite que a mulher vista algo sexy porque tem medo que ela atraia atenção e baze, isto é, eu não vou lutar pela mulher vou manipulá-la e obriga-la a sacrificar metade da sua vida e personalidade pelo meu medo… e ainda dizem que as mulheres são inseguras… De qualquer das maneiras esta obrigação de tapar mulheres repudia-me por muitos amigos e camaradas que tenha ou vá ter no mundo Muçulmano!

A entrada no avião foi boa, já tinha escolhido o lugar no dia que comprei o bilhete online e nota-se que fui dos poucos a fazer isso. Resultado, lugar mesmo na fronteira dos pobres/ricos, com a vantagem de poder esticar as pernas dado que à minha frente não haver cadeiras mas apenas a linha de fronteira entre a Business Class e os outros. O avião era dos novos, senti logo a diferença. Com estas cenas da Ryanair um gajo esquece-se de como os aviões são. E além disso não há comparação nos requisitos da viagem local com os dos voos mais longos. Não posso deixar de relembrar que realmente no ano passado até fiz 2 viagens longas de avião, uma pa Goa num charter sem gds condições mas a preços baratos, a outra foi na nossa TAP que comparada com esta Etihad Airways parece ridiculamente velha e desactualizada. O avião da TAP que ia pa Caracas estava velho e ultrapassado (por ex não tinha tvs individuais, isto é tinha de se ver os programas que eles punham, enquanto que num avião de hoje em dia se pode ligar e desligar a tv individual que está na parte de trás do banco q tá em frente a ti), além de que as hospedeiras desta empresa são jovens, simpáticas e cheiram bem (tive mm para perguntar se era um requisito para trabalhar aqui, o usar perfume), enquanto que na TAP tínhamos lá pessoal de idade demasiado avançada pa tar dentro de um avião, e nem eram/foram dos mais simpáticos… pessoas com aquela idade deviam era estar a descansar algures perto de casa ou num escritório, e não a saltar de Continente pa Continente. Enfim, digamos que se reúnem as condições para um voo fixe por aqui. Confirmou-se com a comida (cordeiro) e com o serviço, bem estruturado e bem disposto… uma boa disposição ajuda sempre.

As pessoas do voo pa Abu Dhabi já eram mais parecidas com o final, com o que vou encontrar por lá pelo Paquistão, isto é a maioria era Indiana ou Paquistanesa, com alguns Árabes. As hospedeiras iam do Chinês (ou Asiático, se calhar eram Tailandesas, mas estavam na Cabine dos ricos, se calhar era por serem Branquinhas, este mundo gosta muito de brincar com essa coisa da cor), ao Indiano até ao Árabe, alem de haver outras que não sabia distinguir e tb não ousei perguntar, se calhar vinham de Inglaterra, mas isso não faz sentido, estes gajos nunca pagariam a Ingleses os preços que os outros ganham na empresa. Os únicos Europeus certos aqui eram os pilotos, esses ganham bem em qualquer parte do mundo.

Entre o ler o jornal que arranjei antes de entrar no avião (o Guardian) e comer, lá deu para falar com o companheiro de viagem. Indiano, "mas agora com Passaporte Britânico", vive em Bombaim, Management Consultant como frisou, isto é, não faço a mínima ideia o que faz, mas sei que deve falar bem. Lá lhe expliquei a minha cena e fomos falando aqui e ali, a certa altura fechei o olho. Ficou rapidamente noite, nós estávamos a ir contra o Sol, disse adeus ao Sol algures sobre Belgrado, sabendo que o ia encontrar quando chegasse a Lahore (se não houvesse nevoeiro pois claro). O resto da viagem foi calmo. Ah esquecia-me. O avião era tão simpático que até indicava a direcção de Meca (Makkah). No princípio não percebi que seta era aquela que, de 10 em 10 minutos apontava para fora da fotografia do avião na tv de bordo, mas tb não consigo ler a escrita Árabe. Mas depois lá percebi. Cada vez q o gajo mudava de rota lá se tinha de mudar a seta. Porque o maior medo de um Muçulmano imagino eu é o de rezar com o cu virado pa Meca, que afronta! Tem de ser feito bem viradinho, com a cara e as mãos viradas e 5 vezes ao dia. Por acaso ainda fui investigar o avião a ver se tinham uma sala para rezar como há em Heathrow (consta tb que a sala de reza" que havia na feira de Frankfurt era uma maradice pq para além de terem de rezar 5 vezes, virados pa Meca, tb tem de tirar os sapatos e se possível lavar os pés, o que se torna um pouco chato num salão internacional, enfim).

A aterragem em Abu Dhabi foi excelente, e com uma dinamica nova! Este avião é uma curte (Airbus A330-200). Tem 2 câmaras instaladas, uma por baixo do avião e outra na frente. Dá para ver o avião a aterrar e ver mais ou menos a perspectiva do piloto, incluindo qd chega ao solo em que o gajo vai de ladeiro e e dps bira o bião pa direita pa aterrar.... Foi fixe!

O aeroporto de Abu Dhabi é bastante básico. Ouvi dizer que o do Dubai é uma loucura de luxo, mas este é pequenito, com umas lojitas e uns portões de embarque e tal. Andei por lá à procura de um sitio para carregar o computador pq estava quase sem bateria, dado que tive a acabar uns trabalhos que não tinha podido acabar no dia anterior que passei com uma ressaca descomunal depois de uma noite excelente de copos num Pub de Stetchford com o Caiado e o Xavier. O aeroporto estava com bastantes tapadonas, mas tb havia algumas Europeias, e até vi uma de metro e oitenta com um vestido pelos tornozelos a mostrar 70% dos braços e o tornozelo todo, enfim, uma afronta para a mulher policia que vi. Ela própria só mostrava metade da testa e metade do queixo mais metade de cada bochecha (parecia que tinha uma cena cozida na cara de tão apertado que parecia) mas em contrapartida conseguia mostrar o nariz todo e até as pestanas e sobrancelhas, que muitas naquele aeroporto não tinham a coragem de mostrar. Vi por lá um grupo de Asiáticas tapadonas que deviam vir da Malásia, coitadas delas, tão longe de Meca mas mm assim tapadonas. Portanto até tinha um bando de pessoal diferente, de diversas áreas, e depois de carregar o computas (as fichas eram como as Inglesas) fui ao portão de embarque onde me juntei ao resto dos Paquistaneses (e praí 5 Europeus) que iam pa Lahore. La tivemos que tirar os sapatos, abrir os sacos, etc etc, mas tudo de uma maneira bem mais desordeira que nos aeroportos Europeus, com o Árabe policia de metro e meio a gritar assustadoramente num Inglês macarronico, façam uma fila, façam uma só filaaaaaa (repetidisimo), tudo a cagar, até que um ou outro diz, tas a falar pa mim, o pa eu tou aqui pq o Ze que esta aqui ao lado é meu amigo e eu sou atrás da Maria que está ali, e o outro que não está na fila aproveita para mandar uma desculpa ainda mais convincente, deste movimento fixe resultando que fica tudo semi-parado e com o raio x parado, etc. Enfim, ainda há sítios em que a policia tem a mania (Portugal já não é assim tanto a não ser que sejam os policias de choque e do outro lado estejam adeptos do FCP ou comunistas), mas enfim, tá calado ó baixinho que não vais a lado nenhum, deixa mas é passar, e um gajo lá tira os sapatos mete as cenas no raio x (havia pessoas a passar com carteiras e tudo, isto é não faziam a mínima ideia ou o que era um detector de metais ou então que as moedas tinham metal). Enfim, dei a volta ao Salim, passei pelo Rajid e caguei no moina, passei, não apitei e fui, pq o meu computador já tinha passado e a saquinha com o passaporte e a carteira também, não ia ficar mais tempo à espera que fossem investigar o que tinha na bolsinha, ainda me sacavam os Euros. Entramos no voo, depois da bandalheira inicial, eles demoraram prai 45 minutos a encher o avião, e eu fui dos últimos, não fui pa bicha, deixei o matagal ir. Já tinha o lugar reservado… Fomos de autocarro po avião e qd cheguei ao avião, outra vez a caminho do meu lugar semi-Vip mesmo ao lado dos ricos, deparei com um casal no meu lugar. Com um olhar 323, um ligeiro dobrar de sobrancelhas, expliquei ao gajo, BAZA. Ele disse: baby baby… Ele, como aliás metade de pessoal naquele voo, tinha 1 bebe… Nem discuti! Perguntei onde era o lugar dele e sentei-me. Era no banco mesmo atrás. Mais não sei quantos vieram a explicar que tinham bebes, que se queriam sentar ali, mas olha, também os outros tinham. Desliguei, não tava pa ouvi-los, os gajos que lutassem pelos lugares da frente que dava acesso a terem um sitiozinho pa meter um carrinho de bebe…

O gajo do lado desta vez era um Paquistanês de Lahore, que tinha uma fábrica de casacos de couro, vivia em Bruxelas (tinha lá uma loja), vendia pa toda a Europa, casacos que valiam 300 Euros (eram copiados das marcas que os vendiam a esse preço) mas o gajo vendia por 50 Euros. Se alguém quiser comprar casacos de couro Paquistaneses, que mande um e-mail e temos negócio! O couro é bom, o design copiado mas olha não se pode fazer tudo!!
A chegada a Lahore foi um mimo, tive mesmo sorte pq estando na frente do avião consegui ultrapassar a mulher da alfandega rapidamente. Rapidamente isto e pq havia poucas pessoas à minha frente. Pq mm assim demorou, e imaginem, ela tinha se esquecido de por o selo no Passaporte… Depois de 10 minutos a ver e rever, a preencher o cartão de entrada no Paquistão, etc, a gaja esquece-se de por o selo de entrada… Se não fosse o policia que ve selos (há que dar trabalho!) a notar tinha se calhar bons problemas à saída daqui! Depois fui buscar as malas… Com ganas de ver se tinham realmente posto o fato no avião (com poucas esperanças, e com o sono e tudo o resto já tava a preparar a mensagem à companhia aérea e à gaja que me tinha convencido a por o porta fatos na gaiola semi-abandonada). A mala veio rapidamente, o fato não… Esperava e esperava. Com curiosidade aliás, a ver as cenas que iam naquele tapete rolante. Com especial realce nuns bidões de água que vinham lá. Passei-me. Fonix, deu-me mesmo um vibe. Possa estes gajos trazem bidões de 5 litros de água? Será que nem água potável tem? Onde me fui meter… O sono não ajudava, já eram 2.30 da manhã Portuguesas, e tava Sol e tudo (o nevoeiro estava curto). Lá me explicaram que aquela água era água benta (ou lá como os Muçulmanos chamam à "Holy Water"). Vinha directamente de Meca! Ahhhhhhhh como a do Ganges. Pelo menos se não chover a água benta de Meca sempre dá pa fazer coisas, e ouvi dizer que a água do deserto é muito boa senão não tinham acabado com ela!!

Saí do aeroporto sem problemas (não sei antes provar ao "policia que ve se as malas que levas são mesmo tuas" que tinha papelzinho comprovante para levar as malas comigo) para deparar-me com um choque, possa esta cena cheira mal (o tal "nevoeiro" como chamam). Como um gajo se adapta bem (embora nunca me tenha adaptado a Cacia, nem àquela fabrica maradex que dantes havia em Matosinhos) ao cheiro isto só ia durar uns minutos, mas a primeira vez que respirei o "nevoero" passei-me, aquilo estava cheio de cenas no mínimo semi-tóxicas. Até sonhava com a poluiçãozinha de Londres, já me tava a ver a espirrar como um louco… Mas a sério, aquilo cheira estranho, e ainda por cima não chove aqui ou é raro por isso fica tudo no ar… Nem quero imaginar isto quando ficar calor e chegar aos 48 graus (agora estão uns maravilhosos 25 graus, temperatura ideal).

Ficamos por aqui hoje, depois vai-se divagar com o uso das mãos Europeias vs Asiáticas, e uma surpresa na chegada ao Paquistão com o Mr. Tiago businessman…

BAb
T

OI da Venezuela

Hola para tudo do outro lado do oceano..
Eu quero eles são mesmos em saúde sã e que os dias eles vão de maravilha...
eu Escrevo de minha cidade, depois de ter concluído minha viagem muito felizmente para terras tão prodigioso e enchantresses...
Eu os felicito para cidade tão bonita e eu agradeço a hospitalidade brindada imensamente por tudo.
O melhor nesta viagem teria compartilhado com o Vásquez em família e.... o bacalhau rico deles/delas... que a graça e a união os acompanha e mantém junto sempre.

Eu os lembro que as portas de meu país, de minha casa e de meu coração eles estão abertos para você, deste lado do mundo eles têm um amiga a qualquer hora.

Era um prazer para meu os conhecer.. isso tem começo bom de ano novo...

Obrigado sinceramente!

BeijosAna Burgos.

Pd1-ahhh meu português avançou pouco a pouco..